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Secretaria Municipal de Saúde esclarece casos autóctones de febre amarela na capital
 
A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) de São Paulo informa que, até o momento, foram confirmados 12 casos autóctones (ou seja, adquiridos no próprio município de residência) de febre amarela na capital paulista, sendo que sete evoluíram para óbito.

A última confirmação da doença na cidade ocorreu em uma mulher de 27 anos, moradora da região de Sapopemba, na Zona Leste da Capital. De acordo com os registros, a paciente, que não havia tomado a vacina, frequentou o Parque da Cantareira, na Zona Norte, mesmo após ser orientada sobre os riscos da visita sem a devida imunização. A munícipe não precisou ser hospitalizada e passa bem.

As demais confirmações da doença em moradores de São Paulo são de nove homens e duas mulheres, a maioria residente da Zona Norte, a primeira região da capital a receber a campanha contra a febre amarela, em setembro do ano passado. Atualmente, a ação preventiva está disponível em todas as unidades de saúde da cidade.

A SMS reforça o pedido para que os munícipes que ainda não receberam a dose procurem uma unidade para se proteger da doença. Até quinta-feira (5), 6.261.609 pessoas foram vacinadas na capital, o que representa 53,5% do público-alvo. A meta é imunizar 95% dos moradores de São Paulo até 30 de maio, data prevista para o término da campanha.

A Zona Norte segue a região com a melhor cobertura vacinal, com 85,2% de moradores vacinados. Em seguida, estão as regiões Sul (66,4%), Oeste (52%), Leste (36,5%), Sudeste (36,2) e, por fim, o Centro, com apenas 15,9% da meta.

É importante ressaltar que todos os casos registrados são de febre amarela silvestre. Não há ocorrência de febre amarela urbana no Brasil desde 1942. Desde outubro de 2017, foram confirmados 149 epizootia (morte de primatas não-humanos pela doença) no município. 
 
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