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Lei Municipal sobre cabeamento subterrâneo completa 13 anos longe da realidade
 
Foto: AGZN
Emaranhado de fios na região de Santana


Postes repletos de fiação exposta e muitas vezes com aspecto emaranhado e solto são comuns da cidade de São Paulo. Apesar de prevista em lei, o cabeamento subterrâneo ainda está longe de se tornar realidade em grande parte do município. De acordo com a Eletropaulo, a cidade possui uma rede elétrica de 872 km de linhas de subtransmissão, e 22.503km de redes de distribuição aérea e apenas 1.968km de distribuição subterrânea.

Embora ainda não esteja presente na maior parte da cidade, o cabeamento subterrâneo já está previsto em lei há 13 anos. Em 2005 entrava em vigor a Lei nº 14.023, que obriga que o cabeamento do município seja subterrâneo, seja rede elétrica, cabo telefônico, TV a cabo e entre outros cabos. Cerca de 7% da fiação é subterrânea, em São Paulo. A Avenida Paulista tem os fios sob o asfalto.

Os custos das obras são altos, custaria cerca de R$ 250 bilhões de reais (segundo estudos feitos em 2006), dependendo do tamanho da obra, nada foi feito até hoje, já que a lei é de 2005. Em 2013 o prefeito Fernando Haddad levantou a pauta, mas ficou por isso. Em 2015 foi elaborado um novo projeto, mas a Justiça Federal barrou o enterramento. Ano passado, o então prefeito João Doria anunciou uma parceria com a Eletropaulo e empresas que utilizam cabeamento para fazer a fiação subterrânea em algumas re­giões, priorizando, inicialmente a área do Bom Retiro e alguns bairros da Zona Sul. A Zona Norte não chegou a ser citada no projeto. O trabalho foi iniciado, mas ainda não com a abrangência que se esperava.

Em grande parte da cidade, seja em áreas centrais ou periféricas, a fiação externa predomina e ainda são muitos os pontos em que se observa um grande emaranhado, o que fica dúvida sobre sua segurança. Em muitos casos, os riscos são grandes e reais, uma vez que a queda de um fio de alta tensão pode ter graves consequências como: incêndios e mortes.

Enterrar a fiação pode ter um custo alto, porém sua manutenção tem um custo menos elevado, evitando, além dos graves acidentes, transtornos com as constantes quedas de energia, principalmente em períodos de chuva. De qualquer forma, essa situação ainda está longe da realidade paulistana.

Para combater esse problema, a Eletropaulo informou ter iniciado um trabalho de retirada de mais de 6 toneladas de cabos e fios clandestinos, assim como vem notificando empresas de TV a cabo ou telefonia para identificarem suas redes. Com amparo da Resolução ANEEL nº 797/2017, a concessionária realiza desde dezembro a retirada de cabos e equipamentos não identificados. O prazo para que as empresas regulem suas fiações se estende até o final desde mês.

A SIURB informou que está em andamento o programa SP Sem Fio que consiste numa parceria entre a Prefeitura de São Paulo, Eletropaulo e as empresas de telecomunicações. Iniciado em julho do ano passado, esse programa está em execução no Centro, Vila Olímpia (com previsão de término para julho de 2018) e no entorno do Mercado Municipal (entrega prevista para 2019). Porém de acordo com a SIURB, as empresas envolvidas solicitaram um novo cronograma de obras, uma vez que não conseguiram cumprir os prazos iniciais. De acordo com o novo cronograma, esses trabalhos devem ser concluídos em 2019 (Centro e Vila Olímpia) e 2020 (Mercado Municipal). Até o momento, o projeto de remoção de fios clandestinos, realizados pela Eletropaulo, está presente em alguns bairros da cidade, nenhum localizado na Zona Norte.
 
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