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22ª Campanha Nacional Gratuita em Diabetes tem início nesta sexta-feira (8)
 
Foto: ANAD/Divulgação
Prof. Dr. Fadlo Fraige Filho, presidente da ANAD


O Dia Mundial do Combate ao Diabetes, lembrado em 14 de novembro, traz à tona os dados alarmantes dessa doença que atinge, globalmente cerca de 422 milhões de adultos, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), e traz sérias complicações. Somente no Brasil, estima-se que 9 milhões de pessoas sofrem da doença, de acordo com o IBGE. O aumento da obesidade, má alimentação e sedentarismo são os principais fatores que desencadeiam o Diabe­tes. Conscientização, diagnós­tico precoce e mudança no estilo de vida são as principais armas para evitar e tratar esse grave problema de saúde pública.

Com o foco na prevenção, detecção precoce, educação e encaminhamento dos casos necessários, a Associação Nacional de Atenção ao Diabetes - ANAD e a Federação Nacional de Asso­ciações e Entidades de Diabetes - FENAD iniciam hoje, sexta-feira (8), uma campanha nacional com uma série de serviços e orientações para a população. Trata-se da 22ª Campanha Nacional Gratuita em Diabetes que acontece de 8 a 14/ 11, das 9 às 16 horas na sede da ANAD (Rua Eça de Queiroz, 198 (próximo à estação do Metrô Paraíso). Ao todo, estão previstos 2 mil testes de glicemia e outros exames para avaliar possíveis complicações como: avaliação de olhos, pés, boca, risco cardiometabólico, entre outros.

A informação e a adoção de hábitos saudáveis são fundamentais, tanto para o tratamento, quanto para a prevenção. Em entrevista à AGZN, o Prof. Dr. Fadlo Fraige Filho, presidente da ANAD, fala sobre as razões que levarão ao aumento da doença no mundo, a falta de informação sobre o problema, as deficiências da política pública a respeito e as graves consequências de Diabetes para o paciente.

O aumento dos casos de Diabetes em todo o mundo é alarmante. De acordo com a Organização Mundial da Saúde existem 422 milhões de adultos com a doença no planeta. Desses, cerca de 90% são portadores do chamado Diabetes tipo 2, em geral causado por problemas como: obesidade, má alimentação e sedentarismo. Já o Diabetes tipo 1 é considerado uma doença autoimune e não há como prevenir. Nesse caso, o melhor é o diagnóstico precoce e o tratamento com insulina. Os principais sintomas do Diabetes são: fome e sede constantes, vontade de urinar diversas vezes, perda de peso, fraqueza, fadiga, mudança de humor, náusea e vômito.

Foto: Fotos Públicas/ Marcos Santos-USP
Diabetes já atinge 422 milhões de pessoas no mundo,
aponta Organização Mundial da Saúde


A informação, adoção de hábitos saudáveis e diagnóstico precoce, são as principais armas para combater o aumento do Diabetes e suas graves consequên­cias. Confira abaixo entrevista com o Prof. Dr. Fa­dlo Fraige Filho, presidente da ANAD, concedida à AGZN.

AGZN: Os números de pessoas com diabetes é alarmante e as estatísticas mostram que vêm aumentando. No mundo, estima-se mais de 422 milhões de adultos diagnosticados. O Brasil aparece em 4º lugar com 12,5 milhões de pessoas com Diabetes. A que é atribuído o aumento de casos no mundo? Especificamente no Brasil?

Prof. Dr. Fadlo Fraige Filho: O aumento da incidência do Diabetes, não só no Brasil como no mundo, está relacionado, principalmente ao aumento da obesidade, resultante do estilo de vida moderno, alimentação inadequada e sedentarismo. O envelhecimento populacional, ou seja, o aumento da expectativa de vida, também é um fator que contribui para o aumento do Diabetes. O Diabetes também está relacionado com outras alterações metabólicas como: aumento do colesterol, do triglicérides, hipertensão arterial, esteatose hepática (gordura no fígado) e com o aumento de doenças cardiovasculares.

AGZN: Como o sr. avalia a conscientização da população com relação à doença e suas consequências?

Prof. Dr. Fadlo Fraige Filho: O nível de conscientização da população (e também dos gestores) ainda está muito abaixo do desejado. Precisamos da imprensa para dar mais tempo e mais visibilidade aos problemas da saúde, de modo a prevenir as temidas complicações decorrentes do mau controle do Diabetes.

AGZN: O Brasil aparece como o 6º país com maior gasto com diabetes, porém não está entre os 10 primeiros quando se analisa o investimento médio por indivíduo. O que isso representa?

Prof. Dr. Fadlo Fraige Filho: Como este é um problema político, a população fica à mercê do descaso, com graves consequências futuras, pois com o descontrole do Diabetes as complicações cardíacas, vasculares, renais, dos pés e outras, inevitavelmente aparecerão, comprometendo a qualidade de vida e o futuro da pessoa, acarretando custos muito maiores do que os para controlar a doença.

AGZN: Qual a melhor forma de tratar o Diabetes, tanto no caso do tipo 1, quanto tipo 2?

Prof. Dr. Fadlo Fraige Filho: O principal para tratamento do Diabetes é o diagnóstico e tratamento precoces. A partir daí, cada caso é específico quanto à medicação e para todos: dieta e exercícios físicos são essenciais. O Diabetes tipo 1 será sempre tratado com insulina. O Diabetes tipo 2 com antidiabéticos orais e em alguns casos também com insulina.

AGZN: Como prevenir a doença?

Prof. Dr. Fadlo Fraige Filho: O Diabetes tipo 1 não pode ser prevenido, uma vez que é uma doença autoimune. Já no caso do Diabetes tipo 2, o estilo de vida é um fator muito importante com atividade física constante, alimentação balanceada, não fumar, fazer check-up anual e para quem é do grupo de risco (obesos, idosos, coronariopatas, quem tem histórico familiar, mães com Diabetes Gestacional) fazer o teste de glicemia com maior frequência e ficar atendo aos sinais e sintomas (muita sede, urinar muito, fadiga, muita fome, infecções de pele frequentes), uma vez que o Diabetes é uma doença silenciosa que pode vir a ser descoberta somente através da manifestação de uma complicação, com: enfarte, AVC, cegueira, falência renal, amputação e etc.

 
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