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Feriado da Revolução Constitucionalista de 1932
foi antecipado por causa da pandemia da covid-19
 
Fotos: Divulgação
Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo - (M.M.D.C.)
são os quatros jovens mortos durante a revolução


Soldados durante a Revolução de 1932
Neste ano o feriado da Re­volução Constitucionalista de 1932, foi adiantado por conta da pandemia da covid-19, e ocorreu no dia 25 de maio de 2020, numa tentativa de que os munícipes da capital e de todo o Estado de São Paulo, permanecessem em suas casas para evitar o possível contágio da covid-19.

Você sabe por que a data 9 de julho é feriado em São Paulo?

A data é a celebração do Es­tado, em memória ao dia em que o povo paulista pegou em armas e lutou pelo regime democrático no País, e assim surgiu a Revolução Constitucionalista de 1932.

A Lei Federal de nº 9.093, de 12 de setembro de 1995, foi sancionada pelo então, presidente Fernando Henrique Cardoso. Ficou definida que, cada Estado tivesse uma data magna que fosse transformada em feriado civil. Assim, cada estado teve a liberdade de escolher o dia do ano que seria feriado, no caso de São Paulo, 9 de julho foi o dia escolhido, e assim surgiu o feriado, após a criação de uma Lei Federal que dispõe sobre feriados estaduais.

O Deputado Estadual Gui­lherme Gianetti, criou o Projeto de Lei nº 710/1995 e foi aprovada pela Assembleia Legislativa, que deu origem à Lei Estadual nº 9.947, de 5 de março de 1997, e foi sancionada pelo então governador Mario Covas. Por ser uma Lei Estadual, o feriado não exige manutenção através de legislação específica, como a assinatura de um decreto que é renovado ano, após ano.

Projeto de Lei nº 710/95, do deputado Guilherme Gianetti - PMDB

Lei nº 9.497, de 5 de março de 1997
Institui, como feriado civil, o dia 9 de julho, data magna do Estado de São Paulo. O GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO:

Faço saber que a Assembleia Legislativa decreta e eu promulgo a seguinte Lei:

Artigo 1º - Fica instituído, como feriado civil, o dia 9 (nove) de julho, data magna do Estado de São Paulo, conforme autorizado pelo artigo 1º, inciso II, da Lei Federal nº 9.093, de 12 de setembro de 1995.
Artigo 2º - As despesas decorrentes da execução desta lei correrão por conta de dotações orçamentárias próprias, suplementadas se necessário.
Artigo 3º - Esta Lei entrará em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário.

Palácio dos Bandeirantes,
5 de março de 1997.
MÁRIO COVAS

História da Revolução Constitucionalista de 1932

Com apoio militar, Getúlio Vargas assumiu o poder em 1930, após o golpe de estado. O governo de Getúlio era provisório, mas tinha amplos poderes. Getúlio Vargas estava insatisfeito com o desastre das eleições e buscou apoio em outros estados, como: Minas Gerais, Paraíba e Rio Grande do Sul, para impedir que o candidato eleito tomasse posse. Vargas derrubou o então presidente Washington Luís e impediu a posse de seu sucessor.

Após tomar o governo, Ge­túlio vetou São Paulo na indicação de presidentes (nessa época o governo do País era alternado entre pessoas de Minas Gerais e São Paulo) e irritou os membros da soberania paulista. Após o golpe, Vargas reduziu a autonomia dos Estados e apontava intermediários para governar de acordo com os seus interesses. Algumas pessoas se irritaram com as nomeações e organizaram comícios, manifestações e atos públicos. Em um desses comícios apareceram na Praça da Sé, por volta de 200 mil pessoas. Houve um conflito armado que despontou no dia 9 de julho sob o comando de Bertolo Klinger e Isidoro Dias.

Foto: Prefeitura de SP/Divulgação
Obelisco no Parque Ibirapuera é uma das
homenagens à Revolução de 1932


A Revolução Constituciona­lista de 1932 foi um movimento armado, que aconteceu no Estado de São Paulo, e ocorreu entre os meses de julho e outubro de 1932 e o objetivo era derrubar o governo do presidente Getúlio Vargas que havia assumido em 1930.

Quatro jovens paulistas foram assassinados por policiais e causou revolta na população, houve um conflito no dia 23 de maio que entrou para a história do estado, as iniciais dos jovens mortos tornaram-se o símbolo da revolução (M.M.D.C. - Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo).

A rebelião se estendeu, até 2 de outubro de 1932, (87 dias de combate), isso aconteceu porque os revolucionários perderam para as tropas do governo, mais de 35 mil paulistas lutaram contra 100 mil soldados de Getúlio, mais de 900 pessoas morreram nos combates, mas as estimativas não oficiais citam 2.200. Após a revolução, o Estado de São Paulo voltou a ser governado por paulistas. Em 1934 foi decretada uma nova Constituição que deu início a democratização. Getúlio Vargas permaneceu no poder do País até 1945, quando morreu com um tiro no peito.

 
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