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Adotar um pet é um ato de amor e faz bem à saúde
 
Foto: Prefeitura de São Paulo
Spike é um dos animais que podem ser
adotados no Centro Municipal
de Adoção, Rua Santa Eulália, 86
de segunda a sexta-feira
das
9 às 17 horas e aos sábados das
9 às 15 horas, exceto feriados


Adotar um animal de estimação é um ato de amor que beneficia não só o pet que passa a ter um lar, mas sobretudo o ser humano. Os laços de afeto dessa relação têm um grande impacto na Saúde Mental das pessoas que possuem um animal de estimação.

Uma pesquisa realizada pela Edellman Intelligence em parceria com a HABRI e a Mars Petcare revelou que 80% das pessoas se sentem menos sozinhas na companhia de um pet. Além da troca de carinho, cães e gatos também ajudam a lidar com problemas como a depressão.

Os pets também colaboram para a redução da timidez e facilitam a socialização. Vinte e seis por cento dos entrevistados alegam ter um animal de estimação justamente por fazer bem à Saúde Mental.

Pode-se dizer que essa relação tão genuína assemelha-se aos laços entre mães e filhos. Uma das últimas descobertas científicas, publicada pela revista Science, é que os cachorros amam seus donos com o mesmo amor que o bebê sente pela sua mãe. A ciência também já comprovou que na convivência com o mascote, olhá-los nos olhos, brincar ou acariciar, produz forte dose de oxitocina, a chamada “molécula do amor”.

Para as crianças, os animais de estimação também trazem muitos benefícios, pois ajudam a torná-las mais responsáveis, afetivas, carinhosas e até mesmo focadas. Um estudo realizado pela Universidade do Canadá com 700 bebês comprovou que os pequenos que convivem com pets desde a gestação têm menos chances de desenvolver crises alérgicas, o que é reforçado pelo estudo publicado pela revista americana Pediatrics, sugerindo que o contato com os animais eleva os níveis de imunoglobulina A, um anticorpo presente nas mucosas que evita a proliferação de vírus ou bactérias e protege de doenças, principalmente as alérgicas.

O bem-estar gerado pela convivência com um animal é reconhecido pela medicina. Tanto que, desde 2018, a rede pública de saúde da capital permite a entrada de animais de estimação em hospitais para visitarem os seus donos internados, benefício regulamentado pela Lei nº 16.827, de 6 de fevereiro de 2018.

Além disso, ações como o Projeto Social do Instituto Cão Terapeuta realiza visitas semanais, quinzenais e mensais a instituições que cuidam de crianças, adultos e idosos em situação de vulnerabilidade. O instituto conta com 37 cães terapeutas.

Porém, a opção em adotar um pet deve ser feita com responsabilidade. A Coordenadoria de Saúde e Proteção ao Animal Doméstico (Cosap) da Secretaria Municipal da Saúde (SMS) lembra quais são as cinco liberdades que garantem o bem-estar dos animais:

•Estar livre de fome e sede;
•Estar livre de desconforto, isso inclui o ambiente em que vivem, protegido da chuva, sol e vento, e com espaço de descanso;
•Estar livre de dor, doença e agravo;
•Ter liberdade para expressar os comportamentos naturais da espécie. Os animais devem ter a liberdade para se comportar naturalmente, o que exige espaço suficiente, instalações adequadas e a companhia da sua própria espécie;
•Estar livre de medo e de estresse. Não é só o sofrimento físico que precisa ser evitado. Os animais também não devem ser submetidos a condições que os levem ao sofrimento mental e que os deixem assustados ou estressados.

Adoções

A Cosap viu o número de adoções cair com o início da pandemia do novo Coronavírus, em março. Nos últimos meses de 2020, porém, o interesse em adotar voltou a crescer e o órgão fechou o ano com a adoção de 311 animais entre cães e gatos. Quem tiver interesse em adotar um amigo de quatro patas pode contar com a ajuda da Cosap no processo. É necessário apresentar a documentação do tutor (RG e CPF), comprovante de residência recente e pagar uma taxa pública de R$ 25,50. 

Animais e Covid-19

Vale reforçar que, em tempos de pandemia, é necessário estar atento aos cuidados com a higiene dos pets ao sair para passear e, assim protegê-los e também evitar que eles se tornem transportadores do vírus para dentro de casa.

Para isso é necessário realizar a higienização das patinhas dos pets sempre que voltar dos passeios com produtos próprios, lembrando de secar bem para que não desenvolvam problemas de pele. Outra recomendação é não deixar o pet encostar em muros, paredes e superfícies durante o passeio e procurar evitar que outras pessoas toquem no animal.

 
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