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Setor de consórcios surpreende e bate recorde em negócios em 2020
 
Foto: AGZN
Com crescimento em todos os setores em que está presente,
o consórcio também se solidifica no mercado de imóveis,
terminando o ano com 1,04 milhão de participantes
ativos no segmento
Alguns setores têm apresentado resultados surpreendentes, apesar dos impactos econômicos provocados pela pandemia da Covid-19. Entre eles está o sistema de consórcios, modalidade genuinamente brasileira que prestes a completar 60 anos, vem se solidificando como uma das formas do consumidor alcançar seus objetivos.

De acordo com o levantamento da Associação Brasileira das Administradoras de Con­sórcio-ABAC, a retração do setor sofrida a partir do mês de março, foi revertida ao longo do ano. Em dezembro, os consórcios alcançaram 7,83 milhões de participantes ativos, além de um recorde de vendas, com 3,02 milhões de novas cotas. 

Os negócios realizados no mercado de consórcios transpuseram R$ 163,63 bilhões, 21,5% maior que os R$ 134,68 contabilizados em 2019. O crescimento contou ainda com a alta de 15,6% no tíquete médio anual, ao aumentar de R$ 46,88, em 2019, para R$ 54,18, em 2020. Considerando o total de contemplações de janeiro a dezembro de 2020, o sistema injetou R$ 52,64 bilhões na economia. 

Segundo Paulo Roberto Ros­­si, presidente executivo da ABAC Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios, “ao conviver com situações inusitadas durante praticamente todo o ano passado, a entidade, lado a lado com as administradoras associadas, buscou reverter os efeitos da pandemia sobre o Sistema, tomando rápidas providências administrativas e comerciais, agregando tecnologias, incluindo conquistas de pleitos junto ao Banco Central, que proporcionaram uma retomada vigorosa, comprovada pelos diversos indicadores do Sistema de Consórcios em todos os segmentos em que atua”. Quanto às novas adesões, foi possível avançar 5,2%, totalizando 3,02 milhões, acima das 2,87 milhões anotadas no mesmo período de 2019.

Entre os fatores que proporcionaram esse crescimento em um ano marcado pelas consequências da  pandemia, a ABAC aponta medidas como: a rápida adaptação das administradoras diante do cenário, ações junto as autoridades, buscando soluções adequadas para este momento de pandemia, e a própria credibilidade do sistema de consórcios no mercado brasileiro. Nos últimos dez anos, o crescimento foi de 21,3%.

Durante o ano, a média mensal das adesões chegou a 251,69 mil, com recorde de 358,57 mil em setembro. Durante o ano, a média mensal das contemplações chegou a 100,66 mil, com recorde de 126,48 mil em abril. Além das medidas tomadas pelo setor para adequar o produto à nova realidade, a pandemia evidenciou a necessidade de planejamento financeiro por parte do consumidor. Outro fator que colaborou para esse resultado foi a baixa remuneração dos investimentos financeiros.“Os volumes acumulados de vendas e contemplações, ao longo do ano, surpreenderam, depois da ansiedade dos primeiros meses”, explica Rossi. “A média mensal das adesões, com 251,89 mil cotas, e a dos consorciados contemplados, com 100,66 mil, evidenciaram comportamento planejador dos consumidores que, apoiados pelo Sistema de Consórcios, passaram a gerir melhor suas finanças em busca de seus objetivos. Outro aspecto verificado no comportamento dos consumidores foi a comparação dos benefícios do Sistema frente às baixas remunerações oferecidas pelos investimentos financeiros”, complementa.

De janeiro a dezembro, a totalização dos negócios realizados superou R$ 163,63 bilhões, 21,5% mais que os R$ 134,68 bilhões, registrados nos mesmos meses de 2019. O recorde no ano foi anotado em setembro, com R$ 22,03 bilhões. Com a alta de 15,6%, o tíquete médio anual chegou a R$ 54,18 mil, acima dos R$ 46,88 mil, de 2019. O acumulado de contemplações, alcançado de janeiro a dezembro, atingiu a marca de 1,21 milhão de cotas. No balanço entre lançamentos de novos grupos e de encerramentos de outros, o volume no período foi 1,6% inferior às 1,23 milhão dos mesmos meses de 2019.

Nos seis setores onde o mecanismo está presente, todos anotaram crescimentos: eletroeletrônicos e outros bens móveis duráveis, com 80,9%; serviços, com 51,3%; veículos pesados, com 13,4%; motocicletas, com 5,9%; imóveis, com 5,5%; e veículos leves, 4,4%.

Perspectivas para 2021

As perspectivas do setor para 2021 continuam positivas, tendo como base o entendimento por parte do consumidor acerca do sentimento mais próximo da importância da essência da Educação Financeira. “Face à consolidação constatada, as perspectivas para 2021 acenam positivamente”, diz Rossi. “Apesar de ainda vivenciarmos a pandemia, agora em uma segunda onda, acreditamos que, se houver repetição dos índices alcançados em 2020, conquistaremos expressivos resultados ao longo dos próximos meses”.

Paralelamente, além da pandemia, há outros fatores que contribuem na escolha do consórcio para investimento em bens ou serviços. “Ao gerir suas finanças pessoais, os consumidores têm avaliado as rentabilidades dos investimentos financeiros”, explica Rossi. “Con­tudo, face à baixa rentabilidade oferecida, muitos têm optado pelo investimento econômico ou patrimonial, possível a partir da adesão aos consórcios de imóveis e veículos, entre outros”.

O sistema de consórcio teve origem no Brasil em 1962, a partir da indústria automobilística. Sem a oferta de financiamento, funcionários do Banco do Brasil decidiram criar grupos para a aquisição de automóveis, dando início assim ao sistema de consórcios. Desde então, a modalidade vem passando por todos os momentos econômicos do País e, de acordo com os números, comprova que mantém a credibilidade do consumidor brasileiro para a aquisição de bens e até serviços.

 
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