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Santana comemora 239 anos como principal referência da Zona Norte
 
Foto: AGZN
Rua Voluntários da Pátria é uma das principais referências do bairro

Santana comemora na próxima segunda-feira, 26 de julho, 239 anos de história, com muito desenvolvimento e como principal referência da Zona Norte em toda a cidade. Comprovando a sua tradição, a data em que se comemora oficialmente o aniversário do bairro corresponde a Santa Ana, considerada a Padroeira do bairro. Entre seus pontos históricos, o bairro conta com a Basílica Menor de Santana, localizada na Rua Voluntários da Pátria, 2.060.

Conhecida anteriormente como Matriz de Santana, a igreja recebeu o título de Basílica Menor desde o ano passado, uma honraria concedida pelo Papa que considera pontos importantes como: valor histórico, arquitetura e engajamento dos fiéis. No Brasil, há outras 65 basílicas menores, sendo 4 delas na cidade de São Paulo, de acordo com a Arquidiocese de São Paulo.

Entre demais pontos históricos, culturais e cívicos localizados em Santana estão: o Centro de Preparação de Oficiais da Re­serva do Exército, o Parque de Material Aeronáutico e o Campo de Marte. Entre os pontos históricos e cívicos, destaca-se a Praça Heróis da Força Expedicionária Brasileira, monumento em homenagem aos combatentes da Revolução de 1932.

Ocupando uma área aproximada a 12,6km², Santana tem uma população superior a 118 mil habitantes, de acordo com dados da Prefeitura de São Paulo de 2010. Para toda a Zona Norte, o bairro continua sendo referência devido a sua rede de comércio, serviços e transporte público, incluindo o Metrô e diversas linhas de ônibus entre bairros e para outras regiões da cidade. 

Foto: AGZN
Basílica Menor de Santana é um dos mais importantes
pontos históricos do bairro


Por todas essas razões, o bairro também está entre os mais valorizados pelo mercado imobiliário reunindo, desde imóveis de médio e alto padrão, até as modernas unidades compactas, que aumentaram entre os lançamentos dos últimos anos. Entre os desafios que o bairro enfrenta devido ao seu próprio desenvolvimento: seu intenso adensamento populacional diante das antigas estruturas viárias, acarretando muitos pontos de congestionamento.

Assim como em outros bairros, serviços de zeladoria são constantemente necessários diante de pontos viciados de acúmulo de lixo ou materiais descartados de maneira irregular, além da grande necessidade de conservação de vias e calçadas. Refletindo o problema social que se agravou sobretudo durante a pandemia, Santana também é um dos bairros que reúne grande número de pessoas em situação de rua. Devido a solidariedade de sua população e das diversas instituições religiosas atuantes na região, também são numerosas as ações de ajuda a essas pessoas, além dos serviços municipais de acolhimento que funcionam no bairro.

O desenvolvimento que San­tana alcançou ao longo de sua história está diretamente ligado ao seu sistema de transporte, seja na modernização de vias intensificadas a partir da década de 60, e posteriormente do transporte público com a chegada do Metrô nos anos 70. Nesse aspecto, destacamos o empenho do jornalista Ary Silva, fundador de AGZN, que em suas atuações como vereador pela cidade e deputado estadual, conseguiu trazer importantes obras estruturais para a região. A mais emblemática de sua carreira é o alargamento da Avenida Cruzeiro do Sul e construção da Ponte de mesmo nome. Devido a isso, a Ponte Cruzeiro do Sul recebeu o nome do jornalista Ary Silva em 2010.

A história do bairro de Santana se confunde com a trajetória da Basílica Menor de Sant’Ana, que surgiu a partir de um desmembramento da Paróquia de Santa Efigênia. Seu decreto de fundação foi assinado em 12 de julho de 1895 por Dom Joaquim Arcoverde de Albuquerque Cavalcante, e lido na Paróquia de Santa Efigênia no dia 21 de julho.

Sua construção começou em 1906 com seu sétimo vigário, Pe. Clemente Moussier. Em 1914 as obras foram interrompidas devido à grave crise econômica causada pela Primeira Guerra Mundial, sendo retomada seis anos depois pelo Pe. Fidelis Willi, o décimo vigário da Paróquia. Nos anos seguintes, foram construídas as torres e feito o acabamento interno e a modificação do altar-mor, sendo desenvolvido também o serviço do CEPHAS, Centro de Promoção Humana e Assistência Social da Paróquia Sant’Ana. 

O Pe. Francisco Amos Con­nor, falecido em 27 de dezembro de 1974, esteve como vigário desta paróquia durante 20 anos, atuou como médico psiquiátrico, dando apoio e orientação principalmente aos jovens. Em homenagem a sua memória o jornalista, e então deputado, dr. Ary Silva, do jornal A Gazeta da Zona Norte, conseguiu que o prefeito aprovasse a indicação, dando a uma rua do bairro Jardim Daysy (próximo ao Tremembé) o seu nome, o que aconteceu também com outros padres da Matriz de Sant’Ana como: Pe. Charton, Pe. Fidelis Willy, Pe. André Duguet, Pe. Clemente Moussier, Pe. Leão Peruche.

Foto: AGZN
Do alto da Rua Voluntários da Pátria, temos uma
das mais bonitas vistas da cidade


História do bairro Santana

A relação entre origem do bairro Santana com a Igreja, está ligada aos núcleos de catequese instalados pelos jesuítas na fazenda de Santana, doação feita a eles em 1673. No final do século 17 e o começo do século 18, foi construído um grande aterro na várzea inundável do Rio Tietê, iniciando nas proximidades do Convento da Luz e terminando no bairro de Santana. Uma ponte facilitava o acesso dos moradores da região ao centro. A região era de atividade rural e tinha poucos moradores, tendo um crescimento lento até o final do século 19.

Em 1893 foi criado o Tram­way da Cantareira - o famoso trenzinho, imortalizado como “Trem das Onze” por Adoniran Barbosa. Inicialmente não transportava passageiros, sendo usado apenas para facilitar o contato com o reservatório de água da Serra da Cantareira. Mesmo assim, era comum alguns moradores pegarem “carona” no trem, o que o levou a tornar-se o primeiro transporte público de Santana. O trenzinho da Cantareira funcionou até julho de 1964 e inspirou a construção do Metrô na região.

Comemoração do Dia da Padroeira Sant”Ana

As comemorações religiosas pelo Dia de Sant’Ana começam no dia 25 de julho, com celebração pelo Dia Universal dos Avós, às 18 horas, com Dom Odilo Sherer. Na próxima segunda-feira (26), as missas acontecem às 7 horas – Padre Marcelo, 9 horas - Padre Rafael, 12 horas – Padre Alex, 15 horas – Padre Francisco, 17 horas - Padre Sulliver e 19h30 – Dom Jorge. No período de 23 a 26 de julho haverá a tradicional quermesse com barracas de comidas típicas e artigos religiosos das 10 às 20 horas. Porém, não será permitido o consumo no local. Basílica Menor de Sant’Ana - Rua Vo­luntários da Pátria, 2.060.

 
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