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Mercado imobiliário apresenta queda em agosto,
mas acumula saldo positivo de 42,9% no ano
 
Foto: AGZN
Venda de imóvel usado cai em agosto na capital


As vendas feitas com pagamento à vista em agosto representaram 47,75% do total de imóveis usados vendidos na cidade de São Paulo, pouco abaixo dos 50,45% que trocaram de dono por meio de financiamento da Caixa Econômica Federal (CEF) e bancos privados. So­mado à queda dos descontos nos preços pedidos pelos donos dos imóveis, de até 48,31%, este comportamento dos compradores “explica a queda de 21,57% nas vendas de casas e apartamentos em agosto sobre julho”, afirma José Augusto Viana Neto, presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo (CreciSP).

O índice de vendas recuou de 0,5321 em julho para 0,4173 em agosto, enquanto os preços do metro quadrado de casas e apartamentos usados vendidos por 266 imobiliárias pesquisadas caíram 1,06% de um mês para o outro. A queda de vendas em agosto reduziu de 64,47% para 42,9% o saldo positivo acumulado nos primeiros oito meses do ano.

“Mesmo com essa queda de 1,06% em agosto, os preços dos imóveis usados mantêm grande vantagem sobre o principal índice de inflação do País”, destaca Viana Neto. Em 12 meses, de setembro do ano passado a agosto deste ano, o IPCA apurado pelo IBGE acumula alta de 9,68%. O aumento médio acumulado do preço dos imóveis usados é quase o dobro, somando 16,48%.
“Não fosse o desemprego elevado, de mais de 14% e forte obstáculo à obtenção de financiamento, as vendas acumulariam saldo ainda maior e também não ficariam concentradas em determinados tipos de imóveis”, afirma Viana Neto. Em agosto, a pesquisa CreciSP apurou que 63,06% das casas e apartamentos vendidos na capital custavam até R$ 600 mil.

Os imóveis usados mais vendidos em agosto na capital paulista custaram até R$ 7.000,00 o metro quadrado, somando 46,15% do total negociado pelas imobiliárias pesquisadas pelo CreciSP. Para vender seus imóveis, os proprietários concederam descontos médios de 5% sobre o preço inicial naqueles localizados na Zona A, como Campo Belo e Alto da Boa Vista, superando em 7,99% o desconto de 4,63% registrado em julho.

Os descontos nos preços originalmente fixados pelos proprietários caíram, porém, em outras três zonas de valor: de 9,44% em julho para 4,88% em agosto (queda de 48,31%) na Zona B, que agrupa bairros como Aclimação e Pinheiros; de 5,88% para 2,33% (queda de 60,37%) na Zona C, onde estão reunidos bairros como Horto Florestal e Ipiranga; e de 8,56% para 7,07% (redução de 17,41%) na Zona D, que reúne bairros como Limão e Penha.

Em agosto, a pesquisa do CreciSP apurou que 82% dos imóveis usados vendidos na capital eram de padrão médio, 13% do padrão luxo e 5% do padrão standard. Na distribuição de vendas por bairros, 33,33% foram dos imóveis agrupados na Zona B; 27,02% na Zona C; 18,93% na Zona D; 15,32% na Zona A; e 5,39% na Zona E.
 
Aluguéis aumentam 2,61%

Os valores dos aluguéis iniciais aumentaram 2,61% em média em agosto comparado a julho, três vezes mais que a inflação de 0,87% medida pelo IPCA do IBGE. Mesmo assim, o número de imóveis alugados na cidade de São Paulo em agosto foi 1,01% maior que o de julho, segundo pesquisa feita com 266 imobiliárias pelo Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo (CreciSP).

No acumulado de 12 meses, de setembro do ano passado para agosto último, o aluguel médio na capital registra queda de 6,64%. ”Os donos dos imóveis sentem-se forçados a moderar os valores diante da situação difícil que vivem as famílias, com desemprego elevado e perda de renda”, justifica José Augusto Viana Neto, presidente do CreciSP.

A maioria das novas locações em agosto, 59,15% do total, tinha aluguel mensal médio de até R$ 1.500,00. Dos imóveis alugados no mês, 50,56% eram apartamentos e 49,44% eram casas.

A garantia de pagamento do aluguel em caso de inadimplência dos inquilinos nesses novos contratos, ficou concentrada no seguro de fiança locatícia (30,88% dos contratos), no fiador pessoa física (25,4%) e no depósito de valor equivalente a três meses de aluguel (25,16%). Também foram usadas a caução de imóveis (16,31%) e a cessão fiduciária (1,99%), com 0,25% das casas e apartamentos alugados sem garantia formal.

Os descontos que os proprietários concederam para alugar seus imóveis em agosto, segundo a pesquisa CreciSP, variaram de 10,19% para casas e apartamentos situados em bairros como Brasilândia e Grajaú, na Zona E, a 8,01% para aqueles localizados nos bairros agrupados na Zona B, como Aclimação e Alto da Lapa.

As novas locações de agosto distribuíram-se entre as Zona C (39,1% do total), D (25,15%), B (17,68%), E (13,57%) e A (4,48%).
A inadimplência em agosto chegou a 4,59% dos contratos em vigor nas 266 imobiliárias pesquisadas, 3,16% menor que os 4,74% registrados em julho. Já o número de imóveis devolvidos por inquilinos que desistiram dos contratos por motivos financeiros (63,68%) ou outras razões (36,32%), superou em 6,97% o total de novas locações.

Mais informações e gráficos, acesse: https://www.crecisp.gov.br/comunicacao/pesquisasmercado/capital
 
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