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Fofão, nascida no Lauzane Paulista, é um exemplo de atleta e grande ser humano
 
Foto: Comitê Olímpico do Brasil
Fofão teve seu nome eternizado na calçada da fama do Vôlei



Foto: AGZN
Atleta Fofão é recebida pelos professores Alexandre Alves
e Leonardo di Santis antes de evento em escola da Zona Norte



Foram 30 anos de dedicação ao Vôlei Feminino e uma carreira que até hoje orgulha os brasileiros. Hélia Pinto, a atleta Fofão, é muito mais do que uma das maiores personalidades do esporte nacional. Depois de fazer uma carreira impressionante que começou com apenas 15 anos de idade, Fofão tem em seu currículo nada menos do que passagens em diversos clubes do exterior (Itália, Espanha e Turquia), além de 17 anos com a Seleção Brasileira. Ela é a única jogadora de Vôlei a disputar 5 edições dos Jogos Olímpicos, tendo conquistado três medalhas, duas de bronze (Atlanta 96 e Sidney 2000) e uma de ouro (Pequim 2008). 

A ex-camisa 7 e capitã da seleção que conquistou o primeiro ouro da história do Vôlei Feminino brasileiro, foi ainda seis vezes campeã do Grand Prix, campeã sul-americana, campeã pan-americana sendo considerada melhor levantadora em algumas das competições. Durante suas passagens por clubes de todo o mundo, Fofão foi campeã mundial pelo Fenerbach (Turquia), Champions League (Itália) e seis vezes campeã da Superliga. Em 2016, entrou para o Hall da Fama do Vôlei, nos EUA.

A aposentadoria das quadras veio em maio de 2015, aos 45 anos. Mas Fofão segue sendo o ícone e o exemplo para muitos jovens que sonham com o esporte. Nascida no Lauzane Paulista, Zona Norte, Fofão viajou o mundo jogando, mas aqui ficaram suas raízes. Embora tenha saído da região com apenas 15 anos para jogar profissionalmente, ela ainda tem parte da família morando no bairro em que nasceu e constantemente visita a região. “Gosto de ir a alguns lugares e algumas pessoas me reconhecem como a Fofão. Mas quando eu escuto alguém me chamando como “Helinha”, já sei que é alguém que fez parte da minha infância”, conta a atleta.

Na última segunda-feira (13), A Gazeta da Zona Norte teve a oportunidade de conversar com a campeã que voltou ocasionalmente à região. Fofão foi convidada a participar de um evento de uma escola estadual para entregar as medalhas ao final de um campeonato. Lá estava ela, numa tarde de muita chuva, com a alegria e simplicidade de quem conquistou passo a passo as suas vitórias. 

“Eu também vim de uma família simples, mas a cada oportunidade eu aproveitava e seguia em frente. Nunca imaginei conquistar tanto. Mas hoje acho muito importante conversar com os jovens. Os adolescentes estão sonhando. É importante mostrar que é possível sonhar com algo melhor na vida”. “Acho importante a gente contar nossa história para que eles possam ver que é possível vencer.”

Para os jovens que sonham com o esporte, Fofão diz que o importante é praticar, uma vez que ele exige dedicação, regras e disciplina. “O esporte faz você ter uma disciplina de descanso, alimentação e muitas vezes é necessário abrir mão de muita coisa”. Para ela, o apoio familiar foi extremamente importante. “Quando eu comecei, muito jovem, sabia que podia ou não dar certo. Saber que a gente conta com a família, caso algo não saia como o previsto, é muito importante”. 

Hoje quem segue a trajetória da família é sua sobrinha Paulina, que já se destaca no esporte. “Eu converso bastante com ela, para que mantenha os pés no chão, porque no esporte também tem muita coisa ilusória”. Manter os pés no chão para quem voou tão alto nas quadras pode até parecer contraditório, mas bastam alguns minutos de conversa com a Fofão para admirá-la ainda mais por sua simpatia e simplicidade.
 
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