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Ponte Pirituba-Lapa, uma conquista histórica para moradores da região, começa a ganhar forma |
 A ideia é de que o Complexo Viário Pirituba-Lapa, além de desafogar as pontes Anhanguera e Piqueri, também garanta mais fluidez ao transporte público
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A construção do Complexo Viário Pirituba-Lapa, considerada uma das obras mais aguardadas da cidade de São Paulo, começou a ganhar ritmo após sua retomada em janeiro deste ano. Com previsão de conclusão para dezembro de 2026 e investimento de R$ 367 milhões, o projeto deve beneficiar cerca de 78 mil pessoas diariamente, além de impulsionar o desenvolvimento econômico e a qualidade de vida na região.
Reivindicado há mais de 40 anos pelos moradores de Pirituba, o empreendimento vai interligar os dois lados da Avenida Raimundo Pereira de Magalhães por uma ponte sobre o Rio Tietê, criando uma nova alternativa de deslocamento entre os bairros de Pirituba e Lapa. A expectativa é reduzir o tempo de viagem em até 36 minutos por dia, para usuários de transporte público e em cerca de 15 minutos para quem usa transporte individual.
 Moradores de Pirituba ainda não percebem grandes movimentações no entorno da Lapa, mas as obras estão a todo vapor
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Enquanto moradores de Pirituba ainda não percebem grandes movimentações no entorno, o cenário é diferente no lado da Lapa, onde o canteiro de obras está a todo vapor, com máquinas e trabalhadores atuando intensamente. O projeto inclui a construção de uma ponte de 900 metros de extensão com mão dupla, ciclovia e faixa exclusiva para ônibus.
Além da ponte, a obra prevê três quilômetros de novas ligações viárias, o alargamento da Avenida Raimundo Pereira de Magalhães na Vila Anastácio, com três faixas de circulação em cada sentido (uma exclusiva para ônibus), canteiro central com ciclovia e 900 metros de galerias de drenagem para melhorar o escoamento das águas pluviais. O complexo também contará com um binário de acesso ao Terminal Lapa e uma nova passagem inferior sob a linha férrea da CPTM (Linha 8 - Diamante), com faixas para veículos, ônibus, pedestres e ciclistas.
Histórico de paralisações
As obras foram suspensas em abril de 2020 por decisão judicial, após liminar do Ministério Público questionar a licença ambiental e a ordem de serviço. Durante os três anos e meio de paralisação, foram gastos cerca de R$ 3,5 milhões apenas para manutenção e segurança dos canteiros desativados. Agora, a expectativa é que o Complexo Viário Pirituba-Lapa não só desafogue o trânsito nas pontes Anhanguera e Piqueri e na Marginal Tietê, mas também garanta mais fluidez ao transporte público e à circulação de pedestres e ciclistas.
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