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ANS abre consulta pública sobre novo tratamento para
Lúpus e convida população a participar até dia 29/7
 
Foto: Divulgação/Freepik
A avaliação da ANS sobre a inclusão de um
imunobiológico
no rol de coberturas obrigatórias
representa um possível
avanço aos pacientes com Lúpus



A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) abriu uma consulta pública, até dia 29, para avaliar a incorporação de um novo medicamento para o tratamento de pacientes adultos com lúpus eritematoso sistêmico (LES) refratários às terapias convencionais.

A medida pode ampliar as opções de tratamento para essa doença autoimune, crônica e multissistêmica, que afeta principalmente mulheres jovens e pode comprometer órgãos vitais como rins, pulmões, coração e cérebro.

O Lúpus é de difícil diagnóstico e evolução imprevisível. Entre os principais sintomas estão fadiga intensa, dores articulares, lesões cutâneas em forma de “asa de borboleta” no rosto, febre, queda de cabelo e alterações nos rins e sistema nervoso central.

Um estudo recente com pacientes brasileiros apontou que 92,5% dos diagnosticados são mulheres, com média de idade de 41,9 anos e que 33,3% precisaram se aposentar precocemente devido às limitações impostas pela doença. “Os sintomas variam muito, mas geralmente impactam profundamente o cotidiano dos pacientes, principalmente nas fases ativas da doença”, explica o reumatologista dr. Odirlei André Monticielo, coordenador da Comissão de Lúpus da Sociedade Brasileira de Reumatologia. “Com acompanhamento adequado, é possível manter o LES sob controle e garantir qualidade de vida”, explica o especialista.

O tratamento tradicional combina medicamentos como antimaláricos, corticoides e imunossupressores, com o objetivo de controlar a inflamação e prevenir as crises de reativação da doença, conhecidas como flares.

No entanto, cerca de 50% dos pacientes apresentam risco de danos permanentes a órgãos dentro de cinco anos após o diagnóstico. Neste contexto, a avaliação da ANS sobre a inclusão de um imunobiológico alvo-específico no rol de coberturas obrigatórias representa um possível avanço no manejo do LES para pacientes que não respondem às terapias atuais. “Para quem convive com sintomas persistentes, novas alternativas são fundamentais para estabilizar o quadro e permitir uma vida mais produtiva”, afirma o dr. Monticielo.

Como participar da consulta pública

A consulta pública nº 158 está aberta até 29 de julho, próxima terça-feira, e permite que profissionais de saúde, pacientes, familiares e a população em geral enviem contribuições sobre a importância da nova terapia. Para participar acesse o site da ANS: (www.gov.br/ans/pt-br).

Leia o relatório COSAÚDE e os documentos da UAT 163 para conhecer as evidências científicas avaliadas. Clique em “Consulta pública nº 158 – Contribua agora”, insira seus dados, selecione a recomendação sobre Lúpus e envie sua opinião com justificativa.

“A participação da sociedade é essencial para uma decisão mais representativa, especialmente para dar voz às dificuldades enfrentadas por quem vive com a doença”, reforça o especialista.

 
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