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Coração aos 40: saiba por que os cuidados cardiovasculares devem se intensificar a partir dessa idade |
 A prevenção a partir dos 40 anos é essencial, especialmente para quem tem histórico familiar, hipertensão, diabetes ou é sedentário
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As doenças cardiovasculares continuam sendo a principal causa de morte no Brasil, respondendo por cerca de um terço dos óbitos, de acordo com dados do estudo Global Burden of Disease (GBD). A maior parte desses casos ocorre em pessoas com mais de 40 anos, faixa etária em que os cuidados com o coração precisam ser redobrados.
Segundo a cardiologista dra. Thaysa Louzada, especialista pela Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), muitos fatores de risco são silenciosos e só se manifestam quando a doença já está avançada. Por isso, a prevenção ativa e contínua a partir dos 40 anos é essencial, especialmente para quem tem histórico familiar de doenças cardíacas, hipertensão, diabetes ou leva um estilo de vida sedentário.
A médica explica que homens e mulheres, a partir dessa idade, devem incluir em sua rotina uma série de exames preventivos, como aferição da pressão arterial, medição da circunferência abdominal e cálculo do índice de massa corporal (IMC), além de exames laboratoriais que avaliem colesterol, glicemia e função renal.
Em alguns casos, exames cardiológicos como teste ergométrico e ecocardiograma também podem ser indicados.
Alguns sinais não devem ser ignorados, como falta de ar ao subir escadas, cansaço sem motivo aparente, dor no peito que irradia para o braço, palpitações, inchaço nas pernas, desmaios e até insônia inexplicada.
Todos esses sintomas podem ser manifestações de doenças cardiovasculares e devem ser investigados. A dra. Thaysa chama a atenção ainda para as diferenças entre os sintomas em homens e mulheres: enquanto eles tendem a apresentar sinais mais clássicos, como dor no peito, elas frequentemente apresentam sintomas mais sutis, como cansaço ou náuseas, que muitas vezes são confundidos com estresse ou ansiedade. Isso pode atrasar o diagnóstico e aumentar os riscos, sobretudo após a menopausa, quando há uma queda dos hormônios protetores como o estrogênio.
O estilo de vida também tem impacto direto na saúde cardiovascular. Sedentarismo, alimentação baseada em ultraprocessados, noites mal dormidas, estresse constante e tabagismo estão entre os principais vilões do coração depois dos 40 anos.
Segundo a cardiologista, mudanças simples no cotidiano, como caminhar diariamente, fazer pausas para relaxar, evitar cigarro e reduzir o consumo de álcool, já trazem benefícios importantes. A alimentação equilibrada também é decisiva na prevenção. A recomendação é seguir padrões como o da dieta mediterrânea, com base em frutas, legumes, verduras, grãos integrais, azeite de oliva, peixes e castanhas, evitando frituras, refrigerantes, excesso de sal e de açúcar.
Pessoas com histórico familiar de infarto, AVC ou morte súbita em familiares de primeiro grau, homens com menos de 55 anos ou mulheres com menos de 65, devem iniciar o acompanhamento cardiológico entre os 30 e 35 anos, com monitoramento rigoroso da pressão arterial, colesterol, glicemia e hábitos de vida.
A dra. Thaysa reforça que é possível reverter fatores de risco por meio de mudanças no estilo de vida e acompanhamento médico regular. “Com informação, disciplina e o suporte adequado, muitos casos de infarto, insuficiência cardíaca e AVC podem ser evitados”, finaliza a cardiologista. |
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