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Cigarros eletrônicos preocupam autoridades e médicos por riscos à saúde e aumento entre jovens |
 Os cigarros eletrônicos são um retrocesso na luta contra o tabagismo e a dependência de nicotina, precisando de atenção dos pais
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Apesar da redução histórica do tabagismo no Brasil, de quase 35% na década de 1980 para pouco mais de 11% em 2024, segundo o INCA, o uso de cigarros eletrônicos, ou vapes, cresce de forma alarmante, especialmente entre jovens.
Estima-se que o país tenha mais de 3 milhões de usuários, com aumento de 600% no consumo nos últimos anos.
Os dispositivos, que aquecem líquidos com nicotina e outras substâncias para gerar aerossóis, não produzem fumaça de tabaco, mas liberam compostos nocivos, como metais pesados e cancerígenos.
“Os vapes causam dependência, pois liberam quantidades de nicotina muitas vezes maiores do que um maço de cigarro comum”, alerta o pneumologista Luiz Fernando Ferreira Pereira, do Hospital Biocor Rede D’Or e da UFMG.
Os vapes consistem basicamente de um reservatório para o líquido com nicotina e outras substâncias, uma bateria de lítio e um atomizador (bonina) para aquecer o líquido e gerar aerossóis.
Os cigarros eletrônicos não liberam fumaça, porque não há combustão de tabaco como no cigarro comum. Eles não liberam apenas um vapor branco, uma nuvem de aerossóis contendo substâncias com riscos para saúde como: propilenoglicol, glicerol, material particulado, metais pesados e cancerígenos.
Ele destaca ainda que esses aparelhos podem provocar “tosse, chiado, falta de ar, doenças cardiovasculares, lesões orais e até câncer”. Além disso, “as baterias dos dispositivos podem explodir, causando queimaduras graves e o líquido com nicotina pode intoxicar crianças acidentalmente”.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) mantém proibida a fabricação, importação, venda e propaganda dos vapes no Brasil, reforçando os alertas da Organização Mundial da Saúde. Segundo Pereira, “os cigarros eletrônicos não são um avanço, mas sim um retrocesso na luta contra o tabagismo e a dependência de nicotina”.
Para o especialista, “é urgente investir em campanhas educacionais massivas, especialmente voltadas aos jovens, para evitar que eles se tornem dependentes e sofram com doenças associadas ao uso desses produtos”, finaliza ele. |
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