 A doença é uma condição crônica, geralmente silenciosa, caracterizada pela elevação sustentada da pressão arterial e deve-se ficar atento a alimentação e exercícios físicos
|
A hipertensão arterial, conhecida popularmente como pressão alta, afeta 27,9% da população brasileira, segundo o levantamento Vigitel 2023.
O estudo mostra que o diagnóstico é mais comum entre mulheres (29,3%) do que entre homens (26,4%) nas 27 capitais do país. A frequência aumenta com a idade e diminui entre pessoas com maior nível de escolaridade.
A doença é uma condição crônica, geralmente silenciosa, caracterizada pela elevação sustentada da pressão arterial.
Quando apresenta sintomas, podem ocorrer tontura, falta de ar, palpitações, dor de cabeça frequente e alterações na visão.
Segundo Élem Sampaio, da Coordenação-Geral de Prevenção às Condições Crônicas na Atenção Primária à Saúde, mudanças no estilo de vida são essenciais.
“Práticas de atividades físicas, consumo de alimentos saudáveis, cessação do tabagismo, manejo do estresse, melhoria da qualidade do sono e redução do consumo de álcool são estratégias fundamentais para o bem-estar e a saúde integral das pessoas”, explica.
O papel da alimentação
Para o cardiologista dr. Roberto Yano, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Cardiovascular e da AMB (Associação Médica Brasileira), a dieta pode ser tanto aliada quanto vilã no controle da pressão alta. “Uma dieta equilibrada ajuda a controlar a pressão, mas determinados alimentos funcionam como gatilhos para o aumento da hipertensão e precisam ser evitados ou consumidos com muita moderação”, alerta.
Cinco alimentos que exigem atenção:
Embutidos - Como salsicha, presunto, salame e linguiça, ricos em sódio e conservantes.
Sal em excesso - O consumo diário não deve ultrapassar 5 gramas, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).
Ultraprocessados - Sopas instantâneas, pratos prontos congelados e fast food escondem grandes quantidades de sódio.
Refrigerantes e bebidas açucaradas - O excesso de açúcar favorece obesidade e resistência insulínica.
Café e energéticos em excesso - A cafeína em grandes quantidades pode elevar a pressão momentaneamente.
“Não se trata apenas de cortar alimentos, mas de aprender a substituí-los por opções mais saudáveis que favoreçam a longevidade e a qualidade de vida”, acrescenta Yano.
A nutricionista Gleyce Araújo, da Coordenação-Geral de Alimentação e Nutrição do Ministério da Saúde, reforça que a alimentação adequada é determinante para prevenir a doença. “É importante que a rotina alimentar contemple alimentos in natura e minimamente processados, conforme orienta o Guia Alimentar para a População Brasileira”, afirma.
Além disso, iniciativas como a Política Nacional de Alimentação e Nutrição (Pnan) e a nova rotulagem nutricional da Anvisa, que alerta sobre produtos com alto teor de sódio, açúcar e gordura saturada, buscam ajudar a população a fazer escolhas mais conscientes e reduzir os riscos de doenças crônicas.
|