 Reservatório Jacareí no Sistema Cantareira (SP)
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O Governo de São Paulo anunciou novas ações emergenciais para preservar os mananciais que abastecem a região metropolitana, diante do agravamento da escassez de chuvas e da queda acentuada no volume armazenado.
A decisão foi tomada a partir do primeiro boletim do Comitê de Integração das Agências para a Segurança Hídrica, formado por Arsesp e SP Águas. A principal medida é a ampliação da gestão de demanda noturna (GDN) realizada pela Sabesp, que passa de oito para 10 horas diárias, das 19 às 5h. Também será feito o gerenciamento de pressão no período diurno para garantir o abastecimento da população.
Entre os sistemas mais afetados está o Cantareira, na Zona Norte da capital, que abastece cerca de 7 milhões de pessoas e registra atualmente apenas 30,3% da capacidade.
Junto ao Alto Tietê com 26,1%, esses dois reservatórios respondem por quase 80% da água distribuída pelo Sistema Integrado Metropolitano (SIM). No total, o SIM opera hoje com apenas 32,8% do volume útil, patamar crítico semelhante ao enfrentado há 10 anos, durante a crise hídrica de 2014, quando São Paulo conviveu com risco real de desabastecimento.
Segundo a Sabesp, a primeira fase da medida implantada em agosto já evitou uma queda ainda maior dos níveis, economizando mais de 7,2 bilhões de litros de água, o suficiente para abastecer uma cidade do porte de São Bernardo do Campo por um mês.
Ainda assim, a baixa precipitação, com índices muito abaixo da média histórica, levou à necessidade de reforçar as restrições. “O cenário hídrico justifica a manutenção de medidas preventivas para aumentar a oferta de água e reduzir a captação”, afirmou a presidente da SP Águas, Camila Viana, ressaltando que a população também precisa colaborar economizando.
Investimentos e novas fontes de água
O governo estadual acompanha de perto investimentos da Sabesp para ampliar a resiliência do sistema. Até 2027, está prevista a adição de 5.700 litros por segundo de água bruta às represas por meio de projetos como a transferência do Rio Itapanhaú para o Alto Tietê e a interligação Billings-Taiaçupeba, orçada em R$ 500 milhões.
Outras obras incluem novas estações de tratamento, reservatórios e ampliações de capacidade já em andamento na Grande São Paulo. A longo prazo, a Sabesp estuda intervenções que podem acrescentar até 9.400 litros por segundo de água bruta e 6.000 litros por segundo de água tratada ao sistema.
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