 A Trombose é uma condição caracterizada pela formação de coágulos nas veias profundas, geralmente das pernas, que dificultam a circulação sanguínea
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No Brasil, é importante reforçar o conhecimento sobre a doença e suas complicações. Entre os sintomas mais comuns da Trombose Venosa Profunda (TVP) estão: dor, inchaço e alterações na cor da pele. A Trombose é uma condição caracterizada pela formação de coágulos nas veias profundas, geralmente das pernas, que dificultam a circulação sanguínea.
Entretanto, os sinais podem ser discretos ou até inexistentes, o que torna o diagnóstico precoce um grande desafio. Quando não tratada, a trombose pode evoluir para embolia pulmonar, situação grave em que o coágulo migra para os pulmões, com risco de morte.
Segundo o cirurgião vascular e diretor de publicações da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular – Regional São Paulo (SBACV-SP), dr. Ivan Benaduce Casella, o aumento dos casos identificados no país está relacionado a fatores como uso indiscriminado de anticoncepcionais, envelhecimento da população e melhorias nos métodos diagnósticos. “Prevenir é sempre mais eficaz e seguro do que tratar”, ressalta o especialista.
Entre os fatores de risco estão predisposição genética, cirurgias, câncer, longos períodos de internação, idade avançada e imobilidade prolongada, comum em viagens longas ou rotinas sedentárias. Em climas secos, a desidratação também favorece a formação de coágulos. “O tratamento da Trombose inclui anticoagulantes, e em alguns casos, procedimentos cirúrgicos para remoção dos coágulos.
Apesar dos avanços recentes com novas classes de medicamentos orais, o Sistema Único de Saúde (SUS) ainda utiliza majoritariamente a varfarina, que demanda monitoramento frequente e ajustes de dose”, explica.
No Brasil, estima-se que ocorram entre 180 mil e 300 mil casos de Trombose por ano, embora falhas na coleta de dados dificultem a precisão desses números.
A prevenção passa por medidas simples, como manter-se hidratado, controlar o peso, praticar exercícios regularmente e evitar a imobilidade prolongada. Para pessoas com histórico familiar ou fatores de risco, o acompanhamento médico contínuo é indispensável.
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