 Após a crise hídrica anterior, algumas obras tornaram o abastecimento mais robusto, entretanto o cenário atual exige atenção
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O Sistema Cantareira, principal fonte de abastecimento da Grande São Paulo, atingiu nesta semana apenas 20,8% de sua capacidade, o menor volume desde 2015. A baixa reserva reacendeu o temor de uma nova crise hídrica, como a vivida entre 2014 e 2015, especialmente porque o período atual deveria ser de recuperação dos mananciais.
Responsável por 40% da água consumida na Região Metropolitana, o Cantareira enfrenta uma estiagem prolongada e chuvas muito abaixo da média histórica desde 2024. A situação se agravou ao ponto de o sistema entrar na Faixa de Restrição já em setembro, ao marcar 28,3% da capacidade, abaixo do limite de atenção estipulado pela Arsesp.
Para conter a queda, a Sabesp afirma ter reduzido a pressão na rede durante a noite e adotado ajustes operacionais, que permitiram economizar mais de 44 bilhões de litros desde agosto. O governo do estado diz monitorar diariamente os mananciais e manter medidas emergenciais e estruturantes.
Uma delas é a transposição do Rio Itapanhaú, entregue na última segunda-feira (1º), destinada a reforçar o Sistema Alto Tietê.
A Sabesp destaca que, após a crise hídrica anterior, obras como a Interligação Jaguari-Atibainha, o Sistema São Lourenço e a ampliação de reservatórios, tornaram o abastecimento mais robusto e preparado para longos períodos de estiagem.
Ainda assim, especialistas ressaltam que o cenário atual exige atenção constante e novas estratégias para evitar maiores riscos de desabastecimento na região metropolitana.
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