 O SUS oferece gratuitamente preservativos, gel lubrificante, testagem rápida, vacinas e acesso à PrEP e à PEP
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O período de Carnaval pode aumentar o risco de exposição às infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), especialmente quando não há uso de preservativo. No pós-folia, uma das principais estratégias de proteção é a Profilaxia Pós-Exposição (PEP), fundamental para reduzir o risco de infecção pelo HIV, após situações de vulnerabilidade.
Em 2026, o Ministério da Saúde reforçou a importância da prevenção com a Campanha “Carnaval com prevenção. Antes, durante e depois da folia”, que destaca a prevenção combinada, a dupla proteção e o acesso ampliado aos serviços do Sistema Único de Saúde (SUS).
A iniciativa chama atenção para a necessidade de cuidado contínuo, especialmente após o Carnaval, quando muitas pessoas podem ter sido expostas sem perceber.
O que é a PEP e quando deve ser utilizada?
A PEP é um tratamento de emergência indicado para pessoas que passaram por uma situação de risco para o HIV, como relação sexual sem preservativo, rompimento da camisinha ou violência sexual. O uso deve ser iniciado o mais rápido possível, preferencialmente nas primeiras horas e, no máximo, até 72 horas após a exposição. O tratamento dura 28 dias e está disponível gratuitamente no SUS.
A rapidez é decisiva para a eficácia da PEP. Quanto antes o tratamento for iniciado, maiores são as chances de impedir que o vírus se estabeleça no organismo. Por isso, ao perceber qualquer situação de risco, é essencial procurar imediatamente uma unidade de saúde, pronto atendimento ou serviço especializado.
ISTs: um risco real no pós-Carnaval
As ISTs são causadas por vírus, bactérias e outros microrganismos, podendo ser transmitidas principalmente por relações sexuais desprotegidas. Entre as mais comuns estão HIV, Sífilis, Hepatites Virais e HPV. Um dos maiores perigos é que muitas dessas infecções não apresentam sintomas, o que dificulta o diagnóstico precoce e favorece a transmissão silenciosa. Sem testagem regular, a pessoa pode transmitir a infecção sem saber, além de atrasar o início do tratamento.
Além da via sexual, algumas ISTs podem ser transmitidas da mãe para o bebê durante a gestação, parto ou amamentação e em situações mais raras, pelo contato com lesões ou secreções contaminadas.
Prevenção combinada e dupla proteção
Para reduzir os riscos, o Ministério da Saúde reforça a importância da prevenção combinada, um conjunto de estratégias que, usadas em conjunto, ampliam significativamente a proteção. Entre elas estão:
•Uso regular de preservativos externos e internos, distribuídos gratuitamente pelo SUS; •Testagem rápida para HIV, Sífilis e Hepatites B e C; •Vacinação contra Hepatite B e HPV; •Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) para pessoas com maior risco de exposição ao HIV; •Profilaxia Pós-Exposição (PEP) em situações de emergência.
A chamada dupla proteção também é fundamental, especialmente para as mulheres: além de um método contraceptivo para evitar gravidez não planejada, o uso do preservativo é indispensável para prevenir ISTs. Métodos como pílula anticoncepcional, DIU, injetáveis e implantes não protegem contra infecções. O SUS oferece gratuitamente preservativos, gel lubrificante, testagem rápida, vacinas e acesso à PrEP e à PEP. Buscar orientação em uma Unidade Básica de Saúde é um passo essencial para quem teve alguma exposição de risco durante o Carnaval.
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