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Março Amarelo: Especialistas alertam para sinais da Endometriose
e reforçam importância do diagnóstico precoce
 
Foto: Divulgação/Freepik
Diagnóstico precoce é fundamental para o tratamento da Endometriose



Endometriose, doença ginecológica crônica que afeta milhões de mulheres em idade reprodutiva, ainda é cercada por desinformação e costuma ter diagnóstico tardio. Estima-se que 1 em cada 10 mulheres conviva com a condição marcada, principalmente, por dor intensa e possível impacto na fertilidade.


Segundo o ginecologista dr. Rodrigo Fernandes, especialista no tratamento da doença e embaixador da Sociedade Mundial de Endometriose, o atraso na identificação ainda é um dos principais desafios. “A Endometriose pode surgir ainda na adolescência, mas muitas vezes só é identificada anos depois. Existe uma cultura de normalizar a dor menstrual, e isso faz com que muitas mulheres demorem a buscar ajuda ou tenham seus sintomas minimizados. Quanto antes investigarmos, maiores serão as chances de controlar a progressão da doença e preservar a qualidade de vida da paciente”, explica.


Já o ginecologista dr. Ri­cardo de Almeida Quin­tairos, presidente da Co­mis­são Na­cional Espe­cia­liza­da em En­do­metriose da Fe­de­ração Bra­sileira das Asso­ciações de Gi­necologia e Obs­tetrícia (FEBRASGO), destaca que a doença ocorre quando células semelhantes às do endométrio se desenvolvem fora do útero. 


“A Endometriose é o implante de células do endométrio fora do útero, em locais como ovários, trompas, intestino ou outras estruturas da pelve. Dependendo de onde essas células se implantam, a doença recebe o nome da estrutura afetada”, afirma.
De acordo com o especialista, a condição pode se apresentar de duas formas: interna, também chamada de Adenomiose, quando o tecido atinge a musculatura uterina e externa, quando se instala fora do útero, na cavidade abdominal.

Dor e infertilidade estão entre os principais sinais

Os especialistas são unânimes ao apontar que os sintomas mais comuns da Endometriose estão relacionados à dor e à infertilidade. Entre os sinais de alerta estão os chamados “seis Ds”: dismenorreia (cólica menstrual intensa), dispareunia (dor durante a relação sexual), disquesia (dor ao evacuar), disúria (dor ao urinar), dor pélvica crônica e dificuldade para engravidar.


Origem multifatorial e influência hormonal

De acordo com o dr. Ri­cardo Quintairos, a origem da Endometriose é complexa e envolve fatores genéticos, hormonais e imunológicos. “Hoje sabemos que a mulher não ‘desenvolve’ a Endometriose ao longo da vida. Ela já nasce com a predisposição para a doença, que pode se manifestar em diferentes fases”, explica.

Ele ressalta ainda a relação com o estrogênio. “Trata-se de uma doença altamente dependente desse hormônio. Por isso, quanto mais ciclos menstruais ao longo da vida, maior pode ser o estímulo para a progressão da doença”, afirma.

Diagnóstico e tratamento exigem avaliação especializada

A suspeita clínica geralmente surge a partir dos sintomas relatados pela paciente, especialmente a dor associada ao ciclo menstrual.  Para confirmação, exames de imagem são fundamentais. O tratamento varia conforme a gravidade do quadro e os objetivos da paciente. 


Segundo os especialistas, a abordagem inicial costuma ser clínica. “O tratamento inicial geralmente é feito com anticoncepcionais hormonais ou progestagênios, que ajudam a reduzir ou interromper os ciclos menstruais”, diz o dr. Ricardo Quintairos.


Já a cirurgia é indicada em casos mais complexos. “O tratamento cirúrgico é reservado para formas mais graves ou quando há comprometimento de órgãos importantes”, afirma Quin­tairos. Mudanças no estilo de vida também são recomendadas, como exercícios físicos, sono adequado, alimentação equilibrada e cuidados com a saúde mental são aliados importantes no controle da doença.

 
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