 Ary Silva deixa importante legado no jornalismo esportivo e na vida pública
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Em 6 de abril, completam-se 25 anos da morte do dr. Ary Silva, jornalista e advogado que deixou uma marca profunda na história da comunicação brasileira. Nascido em 1917, ele construiu uma trajetória que atravessou diferentes fases da imprensa no país, do rádio à televisão, sempre com protagonismo.
Sua carreira começou em 1936, nos Diários Associados, onde permaneceu por 45 anos.
Ao longo desse período, Ary Silva se destacou pelo estilo direto e pela capacidade de análise, tornando-se um dos primeiros grandes nomes do comentário esportivo no rádio brasileiro.
Com a chegada da televisão, na década de 1950, ampliou sua atuação e ajudou a consolidar o formato do comentário esportivo também na nova mídia.
Passou por importantes veículos, como: Emissoras Associadas, TV Tupi, Rádio Nacional, Rádio Excelsior e Rádio Globo, construindo uma reputação sólida e influente no meio esportivo.
Mais do que atuar nos grandes veículos, Ary Silva investiu no fortalecimento do jornalismo local. Em 1963, fundou A Gazeta da Zona Norte, publicação que se tornou referência regional e segue ativa até hoje. O jornal manteve viva a paixão pelo esporte, especialmente por meio da coluna “Torcida Amiga, Bom-Dia”, expressão criada por ele e que se transformou em sua marca registrada.
Presença ativa no esporte e na vida pública
A atuação de Ary Silva não se limitou à imprensa. Ele teve participação relevante na organização do esporte brasileiro, integrando a direção da Escola de Árbitros da Federação Paulista de Futebol, além de atuar no Conselho Nacional de Desportos e no Conselho Municipal de Esportes.
Também fez parte da comissão liderada por Paulo Machado de Carvalho, que acompanhou a Seleção Brasileira nas conquistas das Copas do Mundo de 1958 na Suécia, e 1962 no Chile, momentos históricos para o Futebol Nacional.
Na política, exerceu mandato como vereador em São Paulo entre 1956 e 1966 e, posteriormente, como deputado estadual. Durante esse período, teve papel relevante em projetos de infraestrutura que contribuíram para o desenvolvimento da Zona Norte da capital paulista.
Entre as principais realizações estão o alargamento da Avenida Cruzeiro do Sul e a construção da ponte de mesmo nome. Em 2010, a estrutura foi rebatizada como Ponte Cruzeiro do Sul-Jornalista Ary Silva, em reconhecimento a sua contribuição para a cidade.
Duas décadas após sua morte, em 6 de abril de 2001, dr. Ary Silva segue como referência para o jornalismo esportivo e para a comunicação regional. Sua trajetória revela o impacto de profissionais que, além de informar, ajudaram a construir caminhos para a imprensa e para o esporte no Brasil.
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