 Considerada uma doença silenciosa, a Osteoporose pode evoluir sem sintomas até que ocorram complicações, por isso qualquer dor no quadril ou na virilha deve ser avaliada por um médico
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A Osteoporose, doença que afeta principalmente as mulheres, é caracterizada pela diminuição da densidade óssea, tornando os ossos mais frágeis e suscetíveis a fraturas.
Entre as regiões mais impactadas está o quadril, cuja lesão pode trazer consequências graves, como perda de mobilidade e até dependência.
De acordo com o médico ortopedista e especialista em quadril, dr. Mateus Jerônimo, membro titular da Sociedade Brasileira de Quadril e da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia, uma das complicações mais preocupantes da doença é a fratura do fêmur proximal.
“Pode acontecer até com quedas leves ou, em casos mais avançados, sem trauma significativo”, alerta o especialista.
Causas e fatores de risco
A Osteoporose está frequentemente associada ao envelhecimento e às alterações hormonais, especialmente após a menopausa, quando há queda na produção de estrogênio, hormônio essencial para a manutenção da massa óssea. Além disso, outros fatores podem contribuir para o desenvolvimento da doença, como:
•Baixa ingestão de cálcio e vitamina D; •Sedentarismo; •Tabagismo e consumo excessivo de álcool; •Histórico familiar; •Uso prolongado de certos medicamentos, como corticoides.
Sintomas e sinais de alerta
Considerada uma doença silenciosa, a Osteoporose pode evoluir sem sintomas até que ocorram complicações. No entanto, alguns sinais podem indicar alterações ósseas importantes, principalmente na região do quadril. Entre os principais sintomas estão dores no quadril ou na virilha, que podem indicar microfraturas ou desgaste ósseo, além de dificuldade para andar e perda de mobilidade, fatores que impactam diretamente a autonomia do paciente.
O dr. Mateus Jerônimo destaca ainda sinais de alerta que exigem atenção imediata: dores súbitas após quedas, dificuldade ou incapacidade de ficar em pé e alterações na posição da perna, como encurtamento ou rotação. Sem tratamento adequado, a progressão da doença pode levar a quadros de dependência, especialmente entre idosos, após fraturas mais graves.
Tratamento e prevenção
O tratamento da Osteoporose envolve diagnóstico precoce e acompanhamento médico. “A primeira medida é procurar a ajuda de um médico especialista que pode pedir exames como, por exemplo, densitometria óssea, além de tratamentos adequados com suplementação com cálcio, vitamina D e medicamentos específicos e ainda um planejamento de prevenção de quedas”, orienta o especialista. Entre as principais abordagens terapêuticas estão:
•Suplementação de cálcio e vitamina D; •Uso de medicamentos que reduzem a perda óssea ou estimulam sua formação; •Prática regular de exercícios físicos, especialmente atividades de impacto leve e fortalecimento muscular; •Adaptações no ambiente para prevenir quedas.
A adoção de hábitos saudáveis e o acompanhamento contínuo são fundamentais para reduzir o risco de fraturas e preservar a qualidade de vida.
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