 O cigarro está diretamente relacionado a doenças graves como: bronquite crônica, enfisema e câncer de pulmão
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No Dia Mundial sem Tabaco, celebrado neste domingo 31/5, especialistas reforçam a importância da conscientização sobre os riscos do tabagismo, uma das principais causas evitáveis de doenças e mortes no mundo.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a psicóloga Adriana Moraes, psicóloga da SPDM (Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina), especialista em Dependência Química e Saúde Mental, o cigarro continua sendo um desafio de saúde pública, especialmente entre jovens, diante do avanço de novos produtos de nicotina.
A nicotina é uma substância altamente viciante, que atua rapidamente no cérebro ao estimular a liberação de dopamina, reforçando o comportamento de fumar e dificultando a interrupção do uso.
Segundo Adriana Moraes, o tabagismo não afeta apenas os pulmões, mas também o sistema nervoso central, interferindo no sistema de recompensa cerebral e impactando funções como: humor, atenção, memória e controle do estresse. Esse mecanismo ajuda a explicar porque a dependência pode se estabelecer de forma rápida.
O cigarro está diretamente relacionado a doenças graves como: bronquite crônica, enfisema e câncer de pulmão, já que a fumaça contém milhares de substâncias tóxicas que prejudicam o sistema respiratório.
Além disso, a exposição à fumaça também afeta não fumantes, aumentando o risco de doenças respiratórias e cardiovasculares, especialmente em crianças, configurando o chamado tabagismo passivo.
Embora muitas pessoas associem o cigarro a uma sensação momentânea de relaxamento, ele pode contribuir para ciclos de ansiedade e dependência. O alívio percebido está ligado à redução temporária dos sintomas de abstinência, o que reforça o uso contínuo e pode impactar negativamente o bem-estar emocional ao longo do tempo.
A OMS alerta ainda que cigarros eletrônicos e outros dispositivos de nicotina não são inofensivos. Esses produtos podem conter substâncias capazes de causar dependência e danos à saúde, afetando principalmente pulmões e sistema cardiovascular. O uso entre adolescentes preocupa autoridades de saúde em todo o mundo.
Outro ponto importante é que não existe nível seguro de consumo de tabaco. Mesmo o uso ocasional aumenta os riscos de infarto, acidente vascular cerebral (AVC), hipertensão e diversos tipos de câncer. Por outro lado, parar de fumar traz benefícios em qualquer idade, com o organismo iniciando um processo de recuperação pouco tempo após a interrupção, incluindo melhora da circulação e da função pulmonar.
A interrupção do tabagismo, no entanto, costuma ocorrer em etapas. Muitas pessoas passam por diferentes estágios motivacionais até conseguir parar de fumar, e recaídas podem fazer parte desse processo sem significar fracasso. O apoio profissional, familiar e psicológico é fundamental para fortalecer a motivação e auxiliar na manutenção da abstinência.
Segundo a OMS, o tema do Dia Mundial sem Tabaco de 2026 é “Desmascarando o apelo – combatendo o vício em nicotina e tabaco”, com foco em expor as estratégias da indústria para atrair jovens por meio de produtos como cigarros eletrônicos e sachês de nicotina. Dados da organização apontam que cerca de 40 milhões de adolescentes entre 13 e 15 anos no mundo já usam tabaco, e pelo menos 15 milhões utilizam cigarros eletrônicos.
Para Adriana Moraes, o enfrentamento do tabagismo exige informação, prevenção e apoio contínuo, já que a dependência de nicotina envolve aspectos físicos e emocionais. O Dia Mundial sem Tabaco reforça a importância de escolhas conscientes e do acesso a tratamento para quem deseja parar de fumar.
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