 O Sistema Cantareira terá acompanhamento individualizado, devido ao comportamento distinto de seus reservatórios
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O Governo de São Paulo anunciou o aperfeiçoamento da metodologia de monitoramento da segurança hídrica da Região Metropolitana de São Paulo (RMSP), com o objetivo de ampliar a capacidade de prevenção e resposta a eventos climáticos extremos.
A nova metodologia, que será publicada pela Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo, passa a utilizar uma base de dados mais ampla, com histórico dos últimos 15 anos, além de incluir uma curva específica para o Sistema Cantareira e um novo modelo de avaliação mensal das faixas de contingência.
Segundo a Secretaria de Meio Ambiente Infraestrutura e Logística, as mudanças reforçam a estratégia estadual de resiliência hídrica diante das mudanças climáticas.
O Sistema Cantareira terá acompanhamento individualizado devido ao comportamento distinto de seus reservatórios e ao volume de chuvas abaixo da média registrado em 2025/2026.
As faixas de atuação para contingência permanecem as mesmas, variando de medidas preventivas até rodízios no abastecimento, mas a definição da faixa vigente passará a ser feita mensalmente pelo Comitê de Integração das Agências.
O processo contou com participação pública e recebeu 192 manifestações, das quais 89 resultaram em ajustes no texto final. Durante o anúncio, o governo também destacou investimentos em obras de segurança hídrica.
Entre elas estão ampliações na capacidade de reservação da RMSP, novas transferências de água para o sistema e projetos como a Transposição Billings-Taiaçupeba, prevista para 2027.
O programa estadual de resiliência hídrica reúne mais de R$ 25 bilhões em investimentos para ampliar a oferta de água e fortalecer o abastecimento em diferentes regiões paulistas.
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