|
Setembro Lilás: Esquecimentos frequentes exigem atenção para sinais de Alzheimer |
 No Brasil, cerca de 2,5 milhões de pessoas com 60 anos ou mais vivem com Alzheimer e outras demências, por isso o diagnóstico cedo é importante
|
Esquecer onde estão as chaves ou não lembrar o nome de alguém pode fazer parte do envelhecimento. Porém, quando os esquecimentos se tornam frequentes, progressivos e começam a interferir na rotina, é importante buscar avaliação médica. No dia 21 de setembro, quando foi celebrado o Dia Mundial de Conscientização sobre a Doença de Alzheimer, a Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo reforça a importância do diagnóstico precoce e do acompanhamento especializado.
A data integra o Setembro Lilás, campanha nacional promovida pela Federação Brasileira das Associações de Alzheimer (Febraz), que em 2026 tem como tema “Alzheimer: o diagnóstico importa”. A mobilização destaca que identificar a doença nos estágios iniciais amplia as possibilidades de tratamento, reabilitação, organização dos cuidados e planejamento do futuro.
Repetir as mesmas perguntas, perder-se em caminhos conhecidos, apresentar mudanças de comportamento ou ter dificuldade para administrar finanças e compromissos estão entre os sinais que devem ser investigados. No Brasil, cerca de 2,5 milhões de pessoas com 60 anos ou mais vivem com Alzheimer e outras demências, enquanto estudo recente estima que 84,3% dos casos não tenham diagnóstico formal.
Na capital paulista, as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) são a porta de entrada para o atendimento e podem realizar a Avaliação Multidimensional da Pessoa Idosa (Ampi). A partir dos resultados, idosos que necessitem de cuidados especializados podem ser encaminhados para uma das 14 Unidades de Referência à Saúde do Idoso (Ursis).
Na Ursi Carandiru, na ZN, os pacientes passam por avaliação gerontológica e podem participar de atividades de estimulação cognitiva, que trabalham memória, atenção e outras funções cerebrais. Segundo a terapeuta ocupacional Claudia Mitre, manter uma rotina ativa contribui para a saúde cerebral. “Para reduzir o risco de demência, é sempre bom ter uma rotina enriquecida. Ter o hábito de fazer exercício físico, sair de casa, manter uma socialização e realizar atividades como jogos”, destaca.
Embora o Alzheimer ainda não tenha cura, a identificação precoce permite ampliar as possibilidades de tratamento e planejamento do cuidado, além de contribuir para preservar a autonomia e a independência por mais tempo. A prevenção inclui controlar hipertensão, diabetes e colesterol, praticar atividade física, manter alimentação saudável e sono adequado, não fumar, reduzir o consumo de álcool e fortalecer os vínculos sociais.
Pessoas com 60 anos ou mais contam com a Rede de Atenção à Pessoa Idosa (Raspi), na rede municipal, que reúne ações de promoção da saúde, prevenção e atendimento especializado. O Programa Acompanhante de Idosos (PAI) oferece atendimento domiciliar a pessoas em situação de vulnerabilidade, com apoio nas atividades do dia a dia e aos cuidadores. Entre 2021 e 2026, o programa passou de 50 para 70 equipes e ampliou de 6 mil para 8,2 mil idosos acompanhados. |
|
|
|
Veja a capa da edição:


|
|
Para anunciar ligue:
|
 |
2977-6544 / |
 |
94861-1729 |
|